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Por Nilvanio Faller e Daiane FallerCofundadores da Nexta

Estão pedindo seu inventário de emissões? Não precisa ser difícil nem caro

Uma ferramenta de inventário tem que ser simples de usar, do tamanho da sua operação e robusta o bastante para passar na verificação de um terceiro.

O pedido costuma chegar por e-mail, de um cliente que exporta, com prazo de duas semanas. Ou vem no cadastro de fornecedor, num campo novo que não existia no ano passado. Ou aparece na renovação do crédito, junto com o balanço.

E a resposta interna costuma ser a mesma: ninguém sabe quanto a empresa emite, e quem pergunta não aceita “estamos providenciando”.

O que é um inventário, na prática

Inventário de emissões é a conta de quanto gás de efeito estufa a operação gerou num ano, organizada em três escopos.

Escopo 1 é o que a empresa queima ou libera diretamente: combustível da frota própria, caldeira, gás de refrigeração que vazou. Escopo 2 é a energia comprada, basicamente eletricidade. Escopo 3 é o resto da cadeia — o que você compra, o frete que contrata, a viagem que paga, o resíduo que gera, o uso do produto que vende.

A conta em si é simples: dado de atividade multiplicado por um fator de emissão. Litros de diesel vezes o fator do diesel. Quilowatt-hora vezes o fator da rede.

O que dá trabalho não é a multiplicação. É saber quais fontes de emissão a sua operação tem, achar o dado de cada uma, e conseguir provar de onde ele veio.

Por que parece difícil e caro

Por dois motivos, e nenhum deles é a metodologia.

O primeiro é o orçamento. Empresa média pede uma cotação de inventário e recebe um valor que não cabe no ano. Adia. No ano seguinte, adia de novo. Enquanto isso, o cliente pergunta.

O segundo é o formato. Quem tenta resolver sozinho faz numa planilha, e a planilha calcula bem. O problema aparece quando alguém pergunta de onde veio o número: a nota está numa pasta, o fator saiu de um PDF que ninguém sabe qual versão era, e a pessoa que montou saiu da empresa.

Uma planilha calcula. Um inventário precisa provar.

O que uma ferramenta de inventário precisa ter

Três coisas, e elas costumam ser tratadas como se fossem incompatíveis.

Ser simples de usar. Se depende de consultor para cada lançamento, o que a empresa comprou foi serviço com tela, não ferramenta. Quem opera é o pessoal de operações e do administrativo, não um especialista em carbono.

Ser do tamanho da operação. Uma transportadora com frota e uma indústria com caldeira têm fontes de emissão diferentes. Ferramenta que oferece um formulário genérico obriga a empresa a adivinhar o que se aplica — e o que fica de fora só aparece na verificação.

Ser robusta para verificação de terceiro. Esse é o teste que separa. Verificador não pergunta o total: pergunta a origem de cada lançamento, o fator aplicado com versão e ano, a fronteira adotada e quem respondeu por aquilo. Se a ferramenta não guarda isso, o inventário não passa — por mais bonito que esteja o relatório.

Onde o GHG Reporting da Nexta entra

A plataforma foi construída em cima desses três critérios, e o primeiro inventário é gratuito.

Do tamanho da sua operação. Você cadastra o que a empresa tem — unidades, frota, caldeira, refrigeração, contratos de energia — e a plataforma deriva a fronteira e sugere as fontes de emissão que se aplicam ao seu caso. Você aceita, exclui ou marca como lacuna. Fronteira viva, não parágrafo de PDF.

Simples de operar. O lançamento é a atividade que a empresa já registra: litro de combustível, quilowatt-hora, quilômetro rodado, tonelada processada. Os fatores vêm aplicados de fontes públicas identificadas, cada um com origem, versão e ano gravados junto do cálculo: a Ferramenta do GHG Protocol Brasil e o Balanço Energético Nacional para combustíveis, o MCTI para a energia do SIN, o IBAMA para resíduos, o IPCC para os potenciais de aquecimento e os gases de refrigeração.

Robusta para quem vai conferir. Cada lançamento carrega a evidência: a nota, a leitura, o relatório de onde o número saiu. A cadeia fica visível do começo ao fim — atividade, evidência, fator, resultado. É isso que um verificador pede, e é isso que falta na maioria dos inventários feitos em planilha.

O que é gratuito

O inventário do ano corrente, com Escopos 1, 2 e 3 e as evidências conectadas. Sai um relatório compartilhável, pronto para mandar a quem pediu.

Sem cartão e sem call obrigatória.

O que é pago vem depois, quando a empresa precisa operar o inventário: comparar ano a ano, gerir mais de uma empresa, aprovar com fluxo de responsabilidade, rodar análises. Grátis para medir. Pago para operar.

E se um dia você quiser sair, o inventário é seu: exporte quando quiser. O dado tem origem registrada, então ele viaja.

Comece pelo ano corrente

O gargalo nunca é o cálculo, é a organização do dado que alimenta o cálculo. Feita uma vez, ela serve para o ano seguinte, para o próximo questionário de cliente, para o banco e para o que o SBCE vier a exigir do seu setor — cuja cobertura por setor e cronograma de monitoramento e relato ainda estão em regulamentação no Ministério da Fazenda, depois de consulta pública encerrada em agosto de 2026.

O inventário que você começa grátis nunca precisa ser refeito.

Fontes

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